A Air New Zealand encerrou uma avaliação de quatro meses com o Alia CX300, avião elétrico desenvolvido pela Beta Technologies. O programa colocou em condições reais uma aeronave 100% elétrica que, agora, pode trabalhar no transporte regional de cargas.
Durante o período de testes, a aeronave percorreu cerca de 13 mil quilômetros, equivalentes a aproximadamente 7 mil milhas náuticas, em mais de 100 voos realizados entre 12 aeroportos das duas ilhas da Nova Zelândia. A iniciativa fez parte do programa Mission Next Gen Aircraft, criado pela companhia para acelerar o uso de aeronaves de baixas emissões.
Operação real para avaliar tecnologia
Segundo a empresa, o foco da campanha foi gerar experiência operacional. O Alia CX300 operou em rotas reais e com tripulação. Durante os testes, oito pilotos da Beta Technologies e quatro da Air New Zealand se alternaram no comando da aeronave. O objetivo foi transferir conhecimento e preparar as equipes da companhia aérea para possíveis operações futuras com aeronaves elétricas.
O modelo utilizado no programa é um avião de seis lugares, com autonomia máxima estimada em 622 quilômetros. A Air New Zealand arrendou a aeronave utilizada nos testes, registrada nos Estados Unidos sob a matrícula N401NZ.
O programa também evidenciou ganhos de eficiência operacional. Na rota Wellington–Blenheim, por exemplo, os custos estimados de energia foram significativamente menores: cerca de US$ 110 em combustível para um Cessna Caravan, contra aproximadamente US$ 20 em eletricidade no Alia CX300.
Simulação de transporte de carga
Para aproximar a avaliação perto de um cenário de carga regional, os voos incluíram 20 toneladas de carga simuladas. De acordo com Baden Smith, diretor-geral de estratégia, redes e frota da Air New Zealand, a iniciativa foi estruturada com base no conceito de “aprender fazendo”, ou seja, operar a aeronave em condições reais para entender o impacto da tecnologia na rotina da empresa.
Avião com aproximação do público
A campanha também teve um componente de divulgação tecnológica. Durante o período de testes, mais de 700 pessoas visitaram a aeronave em solo nos aeroportos onde ela operou.
Para a companhia, esse contato ajuda a aumentar a familiaridade do público com a aviação elétrica, considerada uma das alternativas em desenvolvimento para reduzir as emissões no transporte aéreo regional.
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