Por que havia uma torre de transmissão no meio da explosão dos fogos?

A explosão de um imóvel com fogos de artifício, em São Paulo (SP), ontem (13), matou uma pessoa e deixou outras nove feridas. Mas por que havia uma torre de transmissão no meio da explosão de fogos?

Na verdade, o armazém clandestino estava em um terreno ao lado de uma horta concedida, por isso, o acidente foi próximo à estrutura. A explosão principal atingiu várias casas, comércios e carros. No total, 21 imóveis foram interditados e o proprietário da casa clandestina morreu.

Estudos mostram que os condutores de aço podem ficar com propriedades estáveis até cerca de 200 °C, sem mudanças importantes. Já o alumínio (usado nos cabos) deteriora mais cedo: por volta de 90 °C suas propriedades mecânicas começam a piorar, segundo o mesmo relatório, o da NREL, Laboratório Nacional de Energias Renováveis dos Estados Unidos.

Há situações “emergenciais” (curto prazo) em que os condutores podem atingir até ~125 °C sem sofrer dano físico permanente, de acordo com esse estudo.

Ontem (13), moradores da região relataram situações de funcionamento parcial da rede, alguns imóveis funcionando com meia fase. A expressão “meia fase” aparece porque a iluminação residencial geralmente usa um único condutor ativo (fase) e retorno, e isso dá a impressão de que está usando “metade” da energia mas, na prática, é um circuito fase + neutro.

Entenda a torre de transmissão no meio da explosão de fogos?

O local do acidente fica ao lado de uma horta comunitária em que a Enel Distribuição São Paulo as chama de Hortas em Rede. Ou seja, utiliza as linhas de transmissão da companhia para implantar e desenvolver hortas urbanas em parceria com prefeituras, instituições e empresas.

A cessão da área para a implantação do projeto é regida por um Instrumento Particular de Contrato de Comodato, que define os direitos e obrigações das partes envolvidas.

Torres registradas pelo Google antes da explosão
Torres que ficaram intactas registradas pelo Google antes do momento da explosão

A agricultura urbana e periurbana pode ser definida como o conjunto de atividades agrícolas localizadas no interior das áreas urbanas ou nas regiões periurbanas que contemplam as etapas de cultivo, processamento e distribuição de uma diversidade de produtos alimentícios e não alimentícios.

O aproveitamento dos espaços urbanos subutilizados para cultivo de hortaliças, legumes, PANC e plantas medicinais é uma tendência crescente que busca combater a fome, o desemprego e promover a produção de alimentos, envolvendo agentes sociais, comunidades, empresas e poder público.

No entanto, apesar de seus benefícios socioambientais e econômicos, as hortas urbanas enfrentam desafios como vandalismo, descarte incorreto de resíduos e ocupações irregulares, que podem comprometer sua implementação.

 

Recentemente o Electric News fez uma reportagem sobre área de servidão. Na ocasião, trata-se de um projeto semelhante, mas para áreas mais afastadas dos grandes centros. Outra diferença é que o projeto pertence a outra empresa, a Isa Energia.

 

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