Com a proximidade do fim do prazo para atualização das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), no dia 30 de setembro de 2025, países signatários do Acordo de Paris intensificaram a entrega de novas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.
Desde o início do mês, 16 países apresentaram propostas atualizadas, incluindo Austrália, Angola e Chile. No total, 50 países já enviaram suas NDCs, mas segundo dados do World Resources Institute (WRI), essas metas cobrem apenas 24% das emissões globais.
Os grandes emissores, como China, Índia, União Europeia e Rússia, ainda não revisaram suas metas, o que gera preocupação às vésperas da COP30.
Segundo Gustavo Souza, diretor de Políticas Públicas da Conservação Internacional (CI-Brasil), o desafio é enorme:
“Se olharmos os países do G20, apenas cinco entregaram suas metas no prazo correto: Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Japão. Os demais seguem atrasados, e isso compromete o esforço global.”
COP30 em Belém será decisiva
Conforme o Itamaraty, parte da dificuldade está na crise do multilateralismo, marcada por tensões geopolíticas e desconfiança na capacidade de ação conjunta.
Ainda assim, especialistas defendem que os fóruns climáticos da ONU têm sido fundamentais para impulsionar a transição energética e ampliar a participação de energias renováveis, como solar, eólica e biocombustíveis.
Para Alexandre Prado, líder em mudanças climáticas da WWF-Brasil, os avanços já são perceptíveis:
“Hoje falamos em aquecimento global de 2,4°C, contra 6°C previstos décadas atrás. É uma diferença crucial para a sobrevivência no planeta.”





