MERCADO AO VIVO sexta-feira, 25 de setembro de 2026
USD/BRL: R$ 5,42 (+0.32%) EUR/BRL: R$ 5,98 (-0.15%) IBOVESPA: 134.250 pts (+0.84%) TARIFA MÉDIA KWH: R$ 0,82 BARRIL BRENT: US$ 74,10 (-1.2%) BATERIAS LFP: US$ 53/kWh
Energia Limpa

Yara atinge a meta usando energia renovável

Yara atinge a meta usando energia renovável
Yara atinge a meta usando energia renovável

A Yara, líder mundial em nutrição de plantas, atingiu a meta de sustentabilidade ao reduzir as emissões com uso de energia elétrica de fontes renováveis.

“Esse movimento só foi possível pelas condições únicas para a transição energética que o Brasil oferece, com ampla disponibilidade de fontes renováveis e custos competitivos”, explica a Gerente de Gestão de Energia, Lara Tera.

A transição se deu pela contratação de 40 MV (média voltagem) em renovável com certificação internacional. Ou seja, o que garantiu suprimento limpo e confiável.

Veja como a Yara atingiu a meta usando renovável?

O movimento está nas metas da Yara, em especial a de reduzir em 30% das emissões absolutas até 2030 e neutralizar completamente em 2050.

A companhia vai manter o uso de energia elétrica renovável nas operações, enquanto gradativamente substitui os combustíveis fósseis nas operações.

Em 2023, a Yara começou com biometano, biogás purificado e gerado dos resíduos da cana, que pode, sem esforço adicional, substituir o gás natural.

Portanto, o insumo já é utilizado para a produção de amônia renovável na fábrica da Yara de Cubatão, São Paulo.

A amônia renovável, um insumo com redução de 75% na pegada de carbono em comparação ao mesmo produto de matriz energética fóssil, por sua vez, é matéria-prima de fertilizantes nitrogenados e soluções industriais com uma menor pegada de carbono.

Agronegócio fornece 29% de toda a energia do país

O agronegócio não é apenas um consumidor de energia, mas, sim, um dos principais fornecedores de energia renovável do país. O setor responde por cerca de 29% de toda a energia usada no Brasil.

Aliás, dentro do grupo das fontes renováveis, sua contribuição chega a impressionantes 60%: É o que revela o estudo inédito “Dinâmicas de Demanda e Oferta de Energia pelo Agronegócio” do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Conforme o coordenador do núcleo de bioenergia do Observatório da FGV, Luciano Rodrigues, o agronegócio brasileiro sempre foi sinônimo de produtividade, exportações recordes e segurança alimentar.

Papel da Bioenergia na transição energética

A pesquisa revela ainda que o agronegócio é responsável por mais da metade da energia renovável usada no Brasil. Isso inclui o etanol da cana, o biodiesel da soja, o biogás de resíduos agropecuários, a lenha de florestas plantadas, a lixívia e outros subprodutos.

Sem essa contribuição, a matriz brasileira de energia renovável cairia de 49% para cerca de 20% – muito mais próxima da média global, que hoje gira em torno de 15%. A presença do agro diferencia o país das demais potências agroindustriais.

No início dos anos 1970, a contribuição agropecuária à oferta energética apresentava elevada participação da lenha e carvão vegetal, que respondiam por mais de 40% da bioenergia do setor.

A oferta de energia proveniente da cana quase triplicou, impulsionada pela popularização dos veículos flex-fuel e pela expansão da bioeletricidade gerada com bagaço de cana-de-açúcar.

Em síntese, a trajetória da bioenergia agropecuária foi um dos pilares da transição energética brasileira. Esse protagonismo também se reflete nos destinos da utilização dessa energia limpa.

A conclusão é que a bioenergia vinculada ao agronegócio não apenas contribui significativamente para a diversificação da matriz energética brasileira, mas está estrategicamente posicionada nos setores com maior consumo e impacto econômico.

A centralidade da indústria, pautada especialmente pela presença das agroindústrias, e dos transportes como destinos principais dessas fontes evidencia que políticas públicas voltadas à expansão e à eficiência dessas rotas bioenergéticas podem ter impactos multiplicadores relevantes.

Conheça o estudo completo

Redação

Redação

Formado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e pós-graduado em Globalização e Cultura pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Iniciou a carreira em 1997, na rádio Trianon-AM. Como repórter, atuou nas redações do WebMotors e d’O Estado de S. Paulo. Foi assessor de imprensa da Yamaha Motor e Mitsubishi Motor. Em agências, fez atendimento à imprensa para empresas como: Jeep, Goodyear, Marfrig Global Foods, SulAmérica e Messer Gases. Sempre apaixonado por transição energética e mobilidade, criou o Eletric Day, blog especializado em notícias do segmento de energia.

Ver mais artigos de Redação →