Usina nuclear flutuante vai produzir energia nos EUA a partir de 2028. Ou seja, a empresa responsável pelo projeto ambicioso, a britânica Core Power, está pronta para fazer isso.
A iniciativa, chamada de “Programa Liberty” quer expandir a energia nuclear não só nos Estados Unidos, mas também para novos mercados, transformando o setor energético.
Usina Nuclear Flutuante: Uma Nova Era Sustentável
Portanto, a Core Power está liderando um programa nuclear civil marítimo ancorado nos EUA, mas que deve abrir um mercado avaliado em US$ 2,6 trilhões.
Segundo dados da companhia, cerca de 65% da atividade econômica global ocorre na costa, por isso, a energia nuclear flutuante é totalmente viável. Outro apelo importante é que cada usina flutuante poderá gerar até 175 gigawatts-hora de eletricidade ao ano.
Como Funcionam a Usina Nuclear Flutuante?
O projeto das FNPPs é baseado em um reator compacto de sal fundido, originalmente desenvolvido nos anos 1950. Logo, diferente dos reatores convencionais, que utilizam combustível sólido, esse emprega combustível fluído na forma de sal de flúor ou cloreto.
Entre as principais vantagens desse sistema estão:
- Maior eficiência na utilização do urânio, reduzindo desperdícios;
- Operação contínua sem necessidade de reabastecimento frequente;
- Sistemas de segurança avançados para evitar acidentes como o de Fukushima.
Prazos e Expansão Global
A Core Power iniciará a aceitação de encomendas para os módulos em 2028. O projeto está dividido em duas fases: a primeira foca na construção dos reatores e a segunda que prioriza processos de licenciamento, seguro e controle de exportação.
Para garantir a segurança e a regulação internacional, a empresa está colaborando com a Organização Marítima Internacional e a Agência Internacional de Energia Atômica.
Conclusão
As usinas nucleares flutuantes representam uma revolução no setor energético, permitindo a expansão da energia nuclear para novas regiões de forma segura e eficiente.
Com previsão de produção em massa a partir da próxima década, essa tecnologia pode se tornar uma solução estratégica para a transição energética global.