O BNDES e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) fecharam uma parceria técnica para aproximar startups de tecnologia energética das grandes empresas do setor, sem repasse de dinheiro entre as instituições, mas com potencial de acelerar soluções para transição energética e descarbonização no país.
Como funciona na prática
O acordo entra na estratégia de expansão de parcerias do BNDES Garagem, programa de aceleração de startups do banco criado em 2018. Na prática, ele cria uma ponte de mão dupla:
- Startups apoiadas pelo Garagem ganham acesso a demandas reais da indústria de óleo, gás e biocombustíveis, com chance de validar produtos, falar com especialistas e chegar a clientes em potencial.
- Empresas do setor energético passam a acessar tecnologias e modelos de negócio desenvolvidos por essas startups, mirando eficiência operacional, transformação digital e transição energética.
O IBP entra com 200 empresas associadas e o hub de inovação iUP, que já trabalha com hidrogênio de baixo carbono e captura de carbono.
Prazo e alcance
A cooperação vale por 24 meses, prorrogáveis por até 60. Não há transferência de recursos financeiros, o modelo é de cooperação institucional, com iniciativas desenvolvidas em conjunto.
Na edição atual, o BNDES Garagem prioriza desafios socioambientais, com foco em economia verde, descarbonização e economia azul.




