Reservatórios devem fechar junho acima de 65%

ONS estima reservatórios 60% acima no semestre de 2025

Os reservatórios das hidrelétricas brasileiras devem encerrar junho em situação confortável, segundo projeção do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). De acordo com o Programa Mensal de Operação (PMO), todos os subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN) devem terminar o mês com níveis de armazenamento superiores a 65%, cenário considerado favorável para a segurança do abastecimento de energia.

A região Norte apresenta a situação mais robusta, com expectativa de atingir 99,9% da capacidade de armazenamento ao final de junho. No Nordeste, a projeção é de 90,2%. Já os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul devem encerrar o período com 65,4% e 65,1%, respectivamente.

Reservatórios devem ficar acima da média 

Os níveis de armazenamento são um dos principais indicadores do setor elétrico, pois mostram a quantidade de água disponível nos reservatórios para a geração hidrelétrica. Quanto maior esse volume, menor a necessidade de acionar usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.

Apesar do cenário positivo nos reservatórios, as afluências, volume de água que chega aos reservatórios por meio dos rios, permanecem abaixo da média histórica em todas as regiões do país. As projeções apontam Energia Natural Afluente (ENA) equivalente a 78% da Média de Longo Termo (MLT) no Sudeste/Centro-Oeste, 73% no Sul, 62% no Norte e 60% no Nordeste.

Frentes frias contribuíram

Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, as frentes frias registradas nas últimas semanas contribuíram para preservar os níveis de armazenamento observados em junho.

“As frentes frias das últimas semanas foram favoráveis para a manutenção da Energia Armazenada para o mês de junho. O ONS continua acompanhando permanentemente esses indicadores e trabalha para otimizar o uso dos recursos energéticos, preservando a segurança do SIN e o atendimento à sociedade”, afirmou.

Na demanda por energia, a expectativa é de crescimento em parte do país. O consumo no Sistema Interligado Nacional deve avançar 0,9% em junho na comparação com o mesmo mês de 2025, alcançando média de 77.774 MWmed. O maior crescimento é esperado para o Nordeste, com alta de 5,2%, seguido pelo Norte, com avanço de 4,5%.

Por outro lado, o Sudeste/Centro-Oeste deve registrar retração de 0,8% no consumo de energia, enquanto o Sul apresenta leve queda de 0,2%. O Custo Marginal de Operação (CMO), indicador que sinaliza o custo para atender a uma unidade adicional de demanda, foi projetado em R$ 226,70 por megawatt-hora nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste. No Norte, o valor estimado é de R$ 289,25 por megawatt-hora.

 

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