Quanto um trio elétrico gasta de energia?

Quanto um trio elétrico gasta de energia? Tudo depende do porte e do tempo médio de uso. Montado sobre caminhões ou carretas, o trio reúne palco, sistemas de áudio, iluminação e toda a infraestrutura durante o desfile.

O sistema de som é composto por caixas acústicas, subwoofers, amplificadores e mesas, capazes de atingir níveis elevados de pressão sonora. Em trios de médio porte, por exemplo, a potência elétrica instalada costuma variar entre 50 e 100 quilowatts (kW). Já em estruturas maiores, podem ultrapassar 150 kW, chegando a 300 kW em picos. Esses sistemas geram volumes superiores a 120 decibéis próximos às caixas.

Quanto um trio elétrico gasta de energia?

A energia necessária para alimentar o conjunto todo é fornecida, geralmente, por geradores a diesel embarcados. Eles são responsáveis por suprir o som, a iluminação e os equipamentos de apoio. Durante a apresentação, o consumo médio costuma ficar entre 60% e 70% da potência instalada, dependendo do repertório, do volume e da configuração do sistema.

Portanto, em um cenário típico, um trio elétrico com potência média de 120 kW, operando por seis horas, pode consumir cerca de 720 kWh de energia. Para gerar esse volume, o gasto de combustível gira em torno de 180 a 220 litros de diesel, considerando a eficiência média dos geradores. O preço médio do diesel no Brasil é de R$ 6,25. Logo, seis horas de show pode custar mais de R$ 1.300 só para a estrutura funcionar.

Nos últimos anos, o setor tem buscado alternativas para reduzir ruído, consumo e emissões. Amplificadores mais eficientes, sistemas híbridos que combinam geradores e baterias, além do uso de biocombustíveis e biometano. São soluções para tornar os trios elétricos mais eficientes e sustentáveis.

Ao unir mobilidade, potência sonora e geração própria de energia, o trio elétrico segue como uma das estruturas mais complexas e intensivas em consumo energético do entretenimento ao ar livre no Brasil.

Quem inventou o trio elétrico

O trio elétrico nasceu na Bahia, no início dos anos 1950, como uma solução criativa para levar música amplificada às ruas durante o Carnaval de Salvador.

A origem remonta a 1950, quando os músicos Dodô (Adolfo Nascimento) e Osmar (Osmar Álvares Macêdo) adaptaram um Ford 1929, apelidado de “Fobica”, instalando nele, amplificadores e guitarras elétricas de fabricação artesanal. A ideia era simples e revolucionária: tocar música em movimento, sem depender de palcos fixos ou bandas estáticas.

O sistema utilizava instrumentos elétricos ligados a alto-falantes, algo raro para a época, o que permitia que o som alcançasse grandes multidões nas ruas. O sucesso foi imediato, e a experiência transformou a dinâmica do Carnaval, aproximando músicos e foliões e criando um novo formato de festa popular.

Veículo aumentou a festa

Na década de 1960, por exemplo, a estrutura evoluiu com a entrada de um terceiro músico, o que consolidou o nome “trio elétrico”. Aos poucos, o conceito deixou de ser apenas um carro com caixas de som e passou a incorporar caminhões maiores.

Com o avanço da tecnologia de som e amplificação, especialmente a partir dos anos 1970 e 1980, o trio elétrico se tornou o símbolo do Carnaval baiano.

Por fim, hoje, o trio elétrico é uma estrutura altamente tecnológica, capaz de gerar centenas de quilowatts de potência sonora, mas mantém a essência criada por Dodô e Osmar: música amplificada em movimento, acessível ao público e integrada ao espaço urbano.

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