Professora da USP transforma poluição em combustível. Com isso, ela apresentou promessa da hidrogenação do dióxido de carbono (CO₂), processo que transforma o principal causador do efeito estufa em químicos e combustíveis.
Ou seja, é possível então ter um dos produtos mais importantes, o metanol, um composto versátil utilizado em tudo, desde plásticos até combustíveis, com o processo de hidrogenação do dióxido de carbono (CO₂).
Logo, a proposta também abre a possibilidade tentadora de se criar os chamados e-combustíveis – alternativas sustentáveis aos combustíveis fósseis tradicionais.
Como a professora da USP transforma poluição em combustível
Um consórcio internacional que contou com a participação da Professora Liane Rossi, diretora do Programa CCU do Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da USP e docente do Instituto de Química da USP, apresentou um panorama sobre o assunto em um artigo publicado na prestigiosa revista Science.
Segundo o artigo, a mágica acontece na superfície do catalisador, onde partículas catalíticas capturam as moléculas de CO₂ e hidrogênio, enfraquecendo as ligações fortes que as mantêm unidas.
Catalisador é o principal responsável pela transformação
Com isso, os átomos se reorganizam e formam novas ligações, criando os produtos desejados. Logo, os cientistas estão trabalhando para desenvolver catalisadores melhores.
Portanto, a hidrogenação do CO₂ pode fornecer e-combustíveis limpos para setores difíceis de eletrificar diretamente, como a aviação e o transporte marítimo.
Ou seja, os cientistas estão explorando novas formulações para catalisadores, e os catalisadores à base de óxido de índio estão mostrando grande potencial.
Portanto, pesquisas recentes (2020-2024) indicam que mais de 85% desses novos catalisadores podem converter CO₂ em metanol com mais de 50% de eficiência.