Produção de biodiesel bate recorde e deve crescer mais em 2026

Biopower, da JBS, projeta produção recorde de biodiesel

A equipe de Inteligência de Mercado da StoneX apresentou o balanço dos principais acontecimentos de 2025 no mercado de biodiesel. No documento, fica confirmado que no Brasil bateu recorde em 2025 e que o setor deve crescer em 2026. O ano passado foi marcado pela mistura de biodiesel sob o regime B15, conforme as diretrizes do Ministério de Minas e Energia.

Produção de biodiesel bate recorde em 2025

Com a retomada do cronograma, o setor voltou a apresentar crescimento consistente, impulsionado pela sanção da Lei do Combustível do Futuro. Ou seja, que estabelece metas de incrementos anuais até 2030 e reforça o compromisso do país com fontes de energia mais sustentáveis. Os dados da ANP apontam que, em 2025, a produção nacional de biodiesel atingiu níveis recordes, resultado do aumento do teor de mistura.

O consumo de óleo de soja, principal insumo do setor, acompanhou essa evolução, somando 7,9 milhões de toneladas no ano. O esmagamento de soja e o uso de matérias-primas alternativas, como sebo bovino, gordura de porco e óleos residuais, também registraram avanços.

A capacidade produtiva saltou para 42,6 mil m³/dia em 2025, com destaque para as regiões Centro-Oeste e Sul, que concentram mais de 70% da produção.

O setor também observou movimentos de consolidação, como a aquisição de usinas por grandes grupos, e a entrada de novos players, intensificando a competitividade e a pulverização do mercado.

Maior demanda para 2026

Para 2026, as perspectivas permanecem otimistas. A StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas, cenário baseando-se na manutenção do B15 durante todo o ano.

Em uma hipótese de avanço para o B16 a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. A capacidade industrial utilizada deve variar entre 57% e 64,5%, dependendo do ritmo das expansões setoriais e das decisões governamentais quanto ao mandato obrigatório.

De qualquer forma, indicadores mostram que o setor segue atento ao cronograma de incrementos previstos na Lei do Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual do teor de biodiesel no diesel comercializado até o B20 em 2030. Produtores e investidores já se preparam para atender à crescente demanda, com ampliação de usinas e investimentos em novas unidades, principalmente nas regiões de maior oferta de soja.

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