Mortes por choque elétrico traz reflexão sobre aterramento dos fios

Mortes por choque elétrico traz reflexão sobre aterramento dos fios

Mortes por choque elétrico traz reflexão sobre aterramento dos fios. O número crescente de óbitos desde o início das chuvas começou a chamar a atenção para outro alerta.

Um levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mostrou que nos últimos anos foram registradas cerca de 36 mil ocorrências envolvendo fiações da rede elétrica e de telecomunicações.

Mortes por choque elétrico revisita discussão por aterramento dos fios

Com isso, mais de 4 mil pessoas morreram, enquanto outros ficaram sem luz dentro dos domicílios. O apagão duplo, da vida e da força, reacendeu a necessidade de enterrar os fios da rede elétrica.

Logo, menos de 1% da fiação das ruas brasileiras é subterrânea, ou seja, enterrada. Enterrar a fiação é um projeto de lei que já tramita no Congresso Nacional e que obriga as concessionarias a substituírem as redes aéreas.

Projeto de Lei até existe no senado, mas segue arquivado

Eles protocolaram a proposta em 2011, mas arquivaram-na depois que as concessionárias pediram uma audiência pública que nunca aconteceu

Especialistas garantem que a rede de energia subterrânea apresenta menor probabilidade de interrupção de energia, porque os componentes são a prova d’água e não param de funcionar com alagamentos.

Chuva forte em todo o País preocupa

A forte chuva que atingiu a Grande São Paulo deixou 226.462 endereços sem energia elétrica, conforme a Enel. O apagão se estendeu também a outros 23 municípios da região metropolitana, agravando ainda mais os transtornos causados pelas chuvas.
Em São Paulo, aterraram apenas 60 quilômetros de cabos, enquanto cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte contam com 11% e 2% de redes subterrâneas, respectivamente.
No cenário internacional, o contraste é ainda mais evidente: Londres e Paris começaram a enterrar seus fios no século XIX, e Nova York já conta com 71% de sua rede subterrânea.
A implementação de redes subterrâneas em São Paulo, no entanto, esbarra nos custos elevados. A Prefeitura estima que apenas a região central demandaria investimentos de aproximadamente R$ 20 bilhões.

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