Minerais Críticos ganham fundo voltado ao beneficiamento

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Lei 15.506/26 estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, determinando diretrizes para a exploração, o beneficiamento e a industrialização de recursos essenciais para setores de alta tecnologia, como smartphones, carros elétricos, defesa e data centers. A medida busca incentivar o processamento dessas matérias-primas no próprio país para agregar valor à produção nacional e reforçar a segurança econômica durante a transição energética global.

Para financiar as operações do setor e apoiar o desenvolvimento industrial local, o novo marco legal cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral. A estrutura financeira prevê um aporte inicial de 2 bilhões de reais da União para empreendimentos da área, além da destinação de 5 bilhões de reais voltados exclusivamente para fomentar etapas de beneficiamento e transformação dos minérios em território brasileiro. A legislação também institui o certificado de mineral de baixo carbono, focado no cumprimento de parâmetros ambientais.

Minerais Críticos e estratégicos ganham fundo

O texto teve origem no Projeto de Lei 2780/24, apresentado na Câmara dos Deputados e aprovado em maio de 2026, seguindo depois para o Senado antes de receber a sanção executiva. Como parte da governança da nova política, foi instalado o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, órgão ligado à Presidência da República que ficará encarregado do planejamento e da coordenação das ações do setor.

Em suporte ao mapeamento geológico, o Serviço Geológico do Brasil expandirá os investimentos em pesquisas do subsolo, elevando o orçamento de 8 milhões para 300 milhões de reais no período entre 2026 e 2027. O país detém posição de destaque no cenário global de reservas minerais, ocupando a liderança em nióbio, a segunda colocação em terras raras e grafita, o terceiro lugar em níquel e a sexta posição na produção global de lítio.

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