Mineradora brasileira de terras raras abre sessão na Nasdaq

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As ações da Atlas Critical Minerals começaram a ser negociadas depois da oferta pública inicial em US$ 8 por papel. O volume levantou cerca de 11 milhões de dólares em recursos brutos, considerando o exercício de lote suplementar.

Conforme a empresa, o foco foi listar no Nasdaq e não o montante. Desde então, o papel vem movimentando mais de 3 milhões de dólares por sessão, nível de liquidez considerado elevado para uma mineradora recém-listada.

Veja onde a empresa vai investir os recursos captados na bolsa

Os recursos captados estão sendo direcionados ao desenvolvimento de um portfólio de mais de 218 mil hectares em direitos minerais no Brasil. Entre os projetos estão terras raras, titânio, grafite de grau nuclear e minério de ferro, além de outros para transição energética.

A maioria dos ativos se concentra em Minas Gerais e Goiás, com áreas de terras raras na região do Alto do Paranaíba e em áreas de alta lei em Goiás, projetos de grafite no nordeste de Minas e uma operação inicial de minério de ferro no Quadrilátero Ferrífero, que iniciou geração de receita em 2025.

Outras listagens mostram o crescimento

A Atlas Lithium, que listou no Nasdaq em 2023, detém participação de aproximadamente 21% na companhia de minerais críticos. Na prática, o grupo opera duas plataformas complementares na Nasdaq: uma voltada ao lítio, com a Atlas Lithium, e outra dedicada a terras raras e demais minerais críticos, com a Atlas Critical Minerals.

Portanto, essa estrutura permite segmentar a captação de recursos por tese de investimento, dar maior visibilidade ao portfólio de minerais críticos e, ao mesmo tempo, preservar o lítio. O movimento de listagem e a abertura de sessão acontecem em um momento em que cadeias de suprimento de minerais críticos ganham força.

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