MME determina medidores de energia conectados a internet

MME determina medidores de energia conectados a internet

O Ministério de Minas e Energia (MME) determinou que distribuidoras instalem medidores inteligentes no prazo de até 24 meses. A meta prevê que 2% das unidades consumidoras atendidas pelas concessionárias contem com os novos equipamentos. Ou seja, até março de 2028.

Os medidores inteligentes permitem medição em tempo real, comunicação direta com as distribuidoras, conexão com a internet e a realização remota de serviços como cortes e religamentos. Segundo o MME, os consumidores contemplados passarão a receber, prioritariamente, a conta de luz em formato digital, mantendo a opção pelo envio físico da fatura.

Veja mais notícias sobre energia no Terra

A medida faz parte do decreto que orienta a renovação das concessões das distribuidoras e estabelece diretrizes para a digitalização e modernização do setor elétrico.

As empresas poderão adotar alternativas que ofereçam benefícios equivalentes aos consumidores, desde que os investimentos sejam direcionados à digitalização da rede ou dos serviços e tenham custo equivalente ao da implantação dos medidores inteligentes.

A portaria também estabelece requisitos mínimos para os equipamentos, como leitura remota de dados, registro de interrupções, alarme antifraude e possibilidade de tarifação por horário de uso.

A escolha das unidades consumidoras deverá considerar critérios de eficiência operacional, melhoria da qualidade do serviço e combate às perdas não técnicas, conhecidas como “gatos” de energia.

Quais são as vantagens dessa tecnologia?

  • torna possível o monitoramento e o controle remoto das opções de geração e armazenamento de energia;
  • integra as informações e o funcionamento de diferentes medidores facilitando a detecção, o diagnóstico e a resolução de eventuais falhas, bem como modos de operação distribuídos;
  • permite a implementação de sistemas automatizados na rede e simplifica a integração com fontes de energia secundárias (renováveis, por exemplo);
  • viabiliza novas práticas de mercado, como novos modelos de gestão de cargas e novas propostas de comercialização da energia;
  • prevê a participação dos consumidores de maneira ativa;
  • provê um alto volume de dados para estudos e implementação de melhorias.

compartilhe:

Twitter
LinkedIn
WhatsApp