Itaipu autoriza Paraguai cobrir água com placas solares. Ou seja, a Itaipu Binacional deu aval para a instalação de uma usina solar flutuante no reservatório da hidrelétrica, no lado paraguaio.
Com isso, o projeto experimental que contará com aproximadamente dois mil painéis fotovoltaicos ocupará uma área entre 7 mil e 10 mil m².
Itaipu autoriza usina solar flutuante no Paraguai
Logo, a capacidade de geração será de 1 MWp (Megawatt-pico), uma demanda equivalente ao consumo energético de cerca de 650 residências.
Segundo Enio Verri, diretor-geral de Itaipu, a energia gerada (entre 1,8 mil MWh e 2 mil MWh) será utilizada para abastecer parcialmente os escritórios da usina.
Projeto pode ganhar mais espaço no futuro
Além disso, o projeto permitirá avaliar a viabilidade da tecnologia e seus impactos ambientais, podendo servir de referência para futuras expansões no Brasil e no Paraguai.
“A grande sacada desse projeto é aproveitar a estrutura da hidrelétrica para produzir energia solar. Em poucos anos, poderemos oferecer essa energia para a sociedade”, destacou Verri.
Previsão de capacidade máxima é de 14 mil MW
Especialistas apontam que, caso 10% da lâmina d’água do reservatório fosse utilizada, seria possível instalar uma usina solar com potência de 14 mil MW, o equivalente a uma nova Itaipu.
Para Márcio Massakiti, engenheiro da Assessoria de Energias Renováveis do lado brasileiro, o modelo flutuante é benéfico, pois preserva a vegetação, reduz a evaporação do reservatório e mitiga a proliferação de algas.
Como Itaipu autoriza o Paraguai instalar placas na água?
O consórcio, formado por Sunlution (Brasil) e Luxacril (Paraguai), venceu a licitação com proposta de US$ 854,5 mil, deságio de 11,72% em relação ao orçamento.
O contrato prevê a entrega do projeto de engenharia, equipamentos elétricos, sistema de controle e instrumentação, estrutura mecânica, obras civis e montagem final da usina.