A Sabesp entregou mais uma usina fotovoltaica de energia. A nova unidade fica em Cachoeira Paulista (SP). Agora, são 33 unidades e uma capacidade de geração de 46,85 MW.
O resultado mostra, por exemplo, a importância do sol para uma companhia de água, onde a energia produzida é usada no operacional de 2.400 instalações.
Ou seja, a eletricidade é usada para bombear água para as residências, comércios e indústrias, ou para transportar o esgoto dentro do sistema de coleta e tratamento.
Sem cobrir o sol com a peneira
O investimento na usina em Cachoeira Paulista foi de quase R$ 13 milhões. A potência é 2,5 MW, o que equivale abastecer uma cidade de 40 mil habitantes.
Outras quatro usinas solares da Sabesp entraram em operação neste ano.
As usinas, erguidas com investimento de quase R$ 30 milhões em terrenos das estações de tratamento de esgoto, geram eletricidade suficiente para abastecer 403 unidades operacionais — o que equivale ao consumo mensal de 24 mil pessoas.
A capacidade da usina de Pederneiras, por exemplo, é de 3 MW de potência de geração. Já a de São Manuel é de 2 MW, a de Aguaí é de 1,75 MW e a de Pindamonhangaba é de 1 MW.
“A adoção de fontes renováveis contribui para transição energética e para diminuição da produção de gases do efeito estufa, e por consequência, diminuição do aquecimento global. Também coopera para a preservação dos recursos naturais, porque utiliza recursos renováveis”, explica a diretora de Gestão e Energia da Sabesp, Gisele da Cunha Abreu.

Apesar de todos os esforços, depois da privatização parcial em 2024, a Sabesp passou a ter a Equatorial como investidor de referência, enquanto o governo paulista manteve participação minoritária.
A companhia ampliou investimentos para antecipar a universalização do saneamento, registrou aumento de receita e lucro e adotou nova política de dividendos.
Ao mesmo tempo, enfrenta críticas por reajustes tarifários, demissões e relatos de falhas operacionais, que levantam dúvidas sobre os impactos da mudança no serviço.





