O Grupo Energisa iniciou as operações na maior usina de biometano de Santa Catarina. Com investimentos de R$ 110 milhões, a planta transforma resíduos agroindustriais em energia renovável. O espaço é o primeiro, autorizado pela ANP, para produção de biometano no estado.
O empreendimento foi concebido para garantir o máximo aproveitamento dos resíduos recebidos. A unidade usa tecnologias de origem italiana e alemã e é autossuficiente em energia elétrica, operando com elevada eficiência e segurança. A capacidade é de 300 toneladas de resíduos orgânicos por dia, resultando na produção atual de aproximadamente 28 mil metros cúbicos diários de biometano.
O modelo de operação da usina elimina passivos ambientais, viabilizando a expansão da agroindústria e pecuária catarinense, e agrega valor à cadeia produtiva, convertendo resíduos em energia limpa e contribuindo diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
A produção está em Campos Novos. O município é um dos principais polos agroindustriais de Santa Catarina, com cerca de 90% dos resíduos agroindustriais do estado concentrados em um raio de até 150 quilômetros. Esse cenário assegura escala, eficiência logística e regularidade no fornecimento de matéria-prima, consolidando o estado como uma das regiões mais promissoras do país para o desenvolvimento do biometano e da economia verde.
“Ao combinar a produção de biometano e biofertilizante em uma mesma planta, o empreendimento consolida um modelo inovador que transforma resíduos em energia limpa e insumos agrícolas, reforçando o papel do biogás como vetor estratégico para a sustentabilidade e o desenvolvimento do agronegócio brasileiro”, conclui Luiz Fernando Tomasini, diretor de Negócios de Biogás do Grupo Energisa.
Biofertilizantes fortalecem a proposta sustentável
Alinhada ao conceito de indústria circular, a unidade lançou o E.bio Solum, fertilizante de base orgânica que contribui com a nutrição equilibrada das lavouras. A solução pode ser alternativa ou complemento aos fertilizantes químicos, sendo obtida a partir do reaproveitamento dos resíduos. Os mesmos gerados pela própria operação da usina.
Com capacidade de produção de em torno de 40 mil toneladas por ano, o fertilizante biológico se integra a produção renovável. Assim como com práticas sustentáveis e ganhos de produtividade para o agronegócio.





