O Brasil sempre foi conhecido como o país das águas, mas em 2026, a identidade energética ganhará novas cores. Se você acompanha as notícias do Electric News, já percebeu: o Brasil está deixando de ser o país só das grandes hidrelétricas para ser o maior canteiro de obras de energia limpa do planeta. Mas o que exatamente muda até lá? Veja quatro promessas que definem o cenário energético brasileiro para 2026.
1. A era dos 95%
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o Brasil deve chegar a 2026 com 95% de sua eletricidade vinda de fontes renováveis. Para efeito de comparação, a média global luta para passar dos 30%. Isso coloca os produtos fabricados no Brasil em uma posição de vantagem competitiva, já que carregarão o selo de “baixa pegada de carbono”.
2. O despertar dos Gigantes no Mar (Offshore)
Se hoje as torres eólicas já fazem parte da paisagem do Nordeste e do Sul, o próximo a mudar será o oceano. A promessa para 2026 é a consolidação dos primeiros leilões de eólica offshore. Com isso, instalar turbinas no mar permite aproveitamento de ventos muito mais constantes e potentes, abrindo uma fronteira de investimento bilionária.
3. Hidrogênio Verde
Você já ouviu falar em H2V? O hidrogênio verde é o combustível que pode descarbonizar indústrias pesadas (como a de aço e cimento) e navios. Com hubs em desenvolvimento avançado no Ceará e na Bahia, 2026 marca o ano em que o Brasil deixa de apenas planejar para começar a produzir e exportar essa molécula que a Europa tanto deseja.
4. Baterias Gigantes
O grande desafio da energia solar e eólica é: o que fazer quando o sol se põe ou o vento para? A resposta para 2026 está nas baterias de larga escala. O governo e a iniciativa privada estão integrando sistemas de armazenamento ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso significa menos dependência de térmicas e garantia do preço na conta de luz.
Por fim, o Brasil de 2026 não será apenas um exportador de commodities agrícolas. Ou seja, ele será um exportador de soluções climáticas. Para o consumidor, por exemplo, a tendência é de maior estabilidade, já para o investidor há um mar de oportunidades em infraestrutura e inovação.




