A Schneider Electric disse que a necessidade de reduzir emissões e o aumento do consumo de energia está redesenhando o cenário global. O embasamento está no estudo Back to 2050 da Schneider Electric Sustainability Research Institute (SRI), com projeções das emissões mundiais. O documento indica que elas deverão cair 50% até 2030, ao mesmo tempo em que, segundo a International Energy Agency (IEA), no relatório World Energy Outlook 2024, a geração precisa crescer 61% entre 2023 e 2040.
Mais renováveis, eletrificação acelerada e consumo descentralizado
O progresso das fontes renováveis intermitentes é um dos principais vetores dessa transformação. Segundo a International Energy Agency (IEA), a capacidade dessas fontes deve crescer três vezes entre 2023 e 2030, reforçando a necessidade de redes mais inteligentes, flexíveis e resilientes.
Esse movimento ocorre em paralelo à aceleração da eletrificação industrial. O Regulatory Assistance Project (RAP) aponta que, até 2035, 90% do calor utilizado em processos industriais poderão ser eletrificados com tecnologias que já estão em desenvolvimento atualmente, revelando uma mudança estrutural na matriz energética e um incremento significativo da demanda por eletricidade limpa e confiável.
Tecnologia como eixo da nova paisagem energética
A digitalização do consumo final consolida a disrupção tecnológica como outro pilar dessa nova paisagem energética. De acordo com a European Distribution System Operators (E.DSO), até 2030, 80% da energia consumida em residências deverá ser em corrente contínua, reflexo da crescente adoção de equipamentos eletrônicos, soluções digitais e sistemas descentralizados de energia.
A convergência entre eletrificação, expansão das renováveis e inovação tecnológica redefine o papel da eletricidade na economia e na sociedade. Em conjunto, essas megatendências demonstram que o futuro do setor energético dependerá da capacidade de adaptar infraestruturas. Portanto, a Schneider Electric reitera seu compromisso com uma transição energética que concilie inovação tecnológica e efeito social.
Agenda concreta de desenvolvimento econômico e industrial
“Os dados mostram que a transição energética deixou de ser uma discussão de futuro e passou a ser uma agenda concreta de desenvolvimento econômico e industrial”, afirma Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul. “Um estudo realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) sinaliza que o Brasil pode triplicar sua capacidade de geração elétrica até 2050, com 95% dessa expansão baseada em fontes renováveis.”
Para Segrera, por exemplo, trata-se de um cenário que coloca o país em uma posição estratégica. “A transição energética só será bem-sucedida se combinar inovação tecnológica, sustentabilidade e impacto social positivo”, acrescenta.





