Diante do avanço das mudanças climáticas com o aumento da frequência e da intensidade de eventos meteorológicos extremos, a ISA Energia Brasil e a Climatempo anunciaram a implantação de uma rede de estações meteorológicas em São Paulo.
Essa iniciativa prevê o monitoramento climático contínuo até 2030, para ampliar a capacidade de antecipação, prevenção e resposta a eventos extremos como ventos, incêndios florestais, temperaturas máximas, tempestades, deslizamentos, inundações fluviais e aumento do nível do mar.
Radar meteorológico nas torres de transmissão de energia
“As mudanças climáticas já impactam diretamente a operação do setor elétrico no Brasil, um País de dimensões continentais e elevada variabilidade climática. A implantação de redes próprias de estações meteorológicas é um passo inicial relevante para ampliar o conhecimento climático, expandir a cobertura e antecipar riscos operacionais. Hoje, o Brasil conta com cerca de 700 estações operadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), número ainda insuficiente frente à extensão territorial, o que reforça a necessidade de escalar essa infraestrutura por meio de uma coalizão setorial que integre agentes, tecnologia, dados e ciência. Ao incorporar inteligência climática à operação, avançamos para decisões baseadas em ciência, previsibilidade e gestão de risco”, afirma Bruno Isolani, Diretor-executivo de Operações da ISA Energia Brasil.
O projeto contempla a instalação de quatro estações meteorológicas completas, posicionadas de forma estratégica no interior de São Paulo. As estações foram instaladas em torres que foram definidas a partir de estudos técnicos para aprimorar o conhecimento de eventos climáticos na região.
“Os eventos meteorológicos extremos já não são exceção e passaram a fazer parte da rotina operacional do setor elétrico. Hoje, mais de 30% dos desligamentos registrados no Brasil estão associados a fenômenos climáticos, enquanto apenas cerca de 7% dos municípios contam com estações meteorológicas completas em operação, muitas delas com falhas recorrentes de dados. Nesse cenário, além de instalar e gerir os sensores, é fundamental transformar dados meteorológicos em inteligência climática aplicada. A gestão, a operação e a interpretação dessas informações não são o core business das transmissoras, mas sim da Climatempo. Nosso papel é traduzir dados complexos em alertas objetivos e ações claras para a transmissora, reduzindo a subjetividade e fortalecendo a tomada de decisão baseada em ciência”, diz Vitor Hassan, Country Manager e Head de Energia da Climatempo.
Monitoramento climático como ferramenta de adaptação
Com a nova rede, será possível aprimorar a detecção de rajadas de vento, chuvas intensas e outros fenômenos críticos, gerando alertas operacionais e subsídios técnicos para a gestão preventiva dos ativos.
Além disso, o projeto permitirá a reconstrução da série histórica de ventos desde 1980, a elaboração de relatórios anuais até 2030 e a identificação dos pontos mais críticos ao longo das linhas de transmissão, contribuindo para a evolução dos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas na área de concessão da Companhia.





