Carnaval e ambiente: quanto um trio elétrico emite de poluentes

Carnaval e poluição: quanto um trio elétrico pode poluir?

Antes de terminar o Carnaval, o Electric News fez uma reportagem sobre o consumo de energia de um trio elétrico. Com o título Quanto um trio elétrico gasta de energia?, o levantamento mostrou os seguintes dados:

Um trio elétrico com potência média de 120 kW, operando por seis horas, pode consumir cerca de 720 kWh de energia. Para gerar esse volume, o gasto de combustível gira em torno de 180 a 220 litros de diesel, considerando a eficiência média dos geradores. O preço médio do diesel no Brasil é de R$ 6,25. Logo, seis horas de show pode custar mais de R$ 1.300 só para a estrutura funcionar. Agora é a vez de trazer uma nova abordagem. Ou seja:

Quanto um trio elétrico pode poluir?

De olho em outra amostra, o Electric News vai mostrar que os 630 blocos, só em São Paulo, também são responsáveis por emissões de toneladas de gás carbônico (CO₂) na atmosfera, ao utilizar combustíveis fósseis.

Por lei, todo o diesel comercializado no Brasil contém 15% de biodiesel (B15). Sendo assim, a maioria do combustível consumido pelos veículos que arrastam os blocos é de origem fóssil. Considerando que cada caminhão utilize, em média, 70 litros de diesel por percurso, os 630 desfiles na capital paulista representariam emissões estimadas em 100,8 toneladas de CO₂, segundo parâmetros do GHG Protocol.

Biodiesel pode salvar a lavoura e o ar

Se esses mesmos veículos operassem com biodiesel puro (B100), o volume de emissões cairia para cerca de 18,9 toneladas de CO₂. A diferença representa uma redução aproximada de 81% nas emissões de gases de efeito estufa, podendo chegar a 90% se considerarmos os geradores.

Pensando apenas no abastecimento dos tanques, esse dado equivale dizer que seria evitada a liberação de quase 82 toneladas de carbono na atmosfera apenas durante o período carnavalesco. Os cálculos foram produzidos pela equipe de sustentabilidade da Binatural, uma das maiores produtoras brasileiras especializada em biodiesel.

“O carnaval é uma vitrine global da cultura brasileira. Incorporar o biodiesel de forma mais ampla aos trios elétricos e geradores mostra que é possível aliar tradição, impacto econômico e responsabilidade ambiental. Trata-se de uma solução disponível, nacional e de aplicação imediata, capaz de reduzir significativamente as emissões sem exigir mudanças estruturais complexas”, afirma André Lavor, CEO e cofundador da Binatural.

O Brasil já é referência global na produção de biocombustíveis e conta com capacidade instalada superior à demanda atual, o que permite ampliar o uso de biodiesel em aplicações como transporte urbano e geração temporária de energia sem necessidade de novos investimentos estruturais. Ou seja, esse cenário reforça o potencial de iniciativas como a adoção do B100 em grandes eventos.

Por fim, nos últimos anos, o setor tem buscado alternativas para reduzir ruído, consumo e emissões. Amplificadores mais eficientes, sistemas híbridos que combinam geradores e baterias, além de biocombustíveis e biometano. Ou seja, são soluções para tornar os trios elétricos mais eficientes e sustentáveis.

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