A Associação Nuclear Mundial (World Nuclear Association – WNA) divulgou o World Nuclear Outlook, relatório indicando que as ambições dos governos em relação à energia nuclear já superam a meta global de triplicar a capacidade instalada até 2050. Segundo o estudo, se os compromissos nacionais forem cumpridos, a capacidade nuclear poderá alcançar cerca de 1.446 GW elétricos (GWe) até meados do século.
Nuclear deve ter expansão recorde até 2050
O documento destaca que mais de 50 países estão avançando com planos nucleares, seja por meio da extensão da vida útil de usinas existentes, da construção de novos reatores ou da adoção de tecnologias avançadas, como pequenos reatores modulares (SMRs). A energia nuclear é apontada como elemento central para garantir segurança energética, estabilidade do fornecimento, preços acessíveis e redução de emissões de carbono em larga escala.
Conforme a WNA, o principal desafio agora é transformar as metas anunciadas em projetos efetivos, o que exige avanços coordenados em políticas públicas, regulação, financiamento, cadeias de suprimentos e formação de mão de obra especializada. O relatório foi apresentado durante o Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos.
Brasil tem condições técnicas para ampliar participação
Para a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), o estudo reforça uma tendência clara no cenário internacional e traz reflexões importantes para o Brasil.
“O relatório mostra que a energia nuclear voltou definitivamente ao centro da agenda energética global. Países estão tratando a fonte como estratégica para a transição energética, para a segurança do sistema elétrico e para o cumprimento das metas climáticas”, avalia a entidade.
Segundo a ABDAN, o Brasil reúne condições técnicas, industriais e institucionais para ampliar sua participação no cenário nuclear global, mas precisa acelerar decisões estratégicas. “Enquanto o mundo avança para expandir sua capacidade nuclear, o Brasil ainda discute temas estruturais. O World Nuclear Outlook reforça a necessidade de o país alinhar seu planejamento energético às tendências internacionais e aproveitar o potencial da energia nuclear como fonte limpa, firme e de longo prazo”, conclui a associação.
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