O Brasil produziu quase 6 milhões de unidades de ar-condicionado em 2024. Isso mesmo, o País bateu recorde com 5,88 milhões de aparelhos no ano passado, ante 4,25 milhões no ano anterior.
Portanto, o bom momento do mercado nacional é reflexo do último ano ter sido considerado o mais quente no país desde 1961 pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Brasil produziu quase 6 milhões de unidades de ar-condicionado
Logo, para Rodolfo Mistieri, diretor de operações da Adias, empresa especializada em ar-condicionado, a popularização do ar-condicionado colaborou para o crescimento das vendas.
Com isso, o Brasil tem atualmente 36 milhões de unidades de ar-condicionado e, segundo projeção da Agência Internacional de Energia (AIE), essa quantia deve chegar a 160 milhões até 2050.
“Cerca de 25% das pessoas têm ar-condicionado em casa. Há 20 anos, esse número era de 16%, então o crescimento ainda é muito tímido e há potencial para ser muito mais”, declarou Mistieri.
Sistema atuais estão mais acessíveis
Ele também acrescenta que a eficiência energética dos sistemas atuais é melhor, começando pelo gás refrigerante R32 que transfere o calor de forma mais eficiente e que contribui com o menor consumo.
O diretor de operações recorda que quando a tecnologia inverter chegou, a diferença de preço era bem acentuada, quase 40%. Hoje, com o aumento da produção do sistema e redução da produção dos modelos com sistema on/off, essa diferença reduziu consideravelmente. A eficiência energética dos equipamentos inverter, por exemplo, chega em até 60% de redução no consumo.
O compressor convencional trabalha no modo liga/desliga, consumindo mais energia cada vez que precisa reiniciar. O Inverter ajusta a potência automaticamente, funcionando de maneira contínua, sem desligar completamente, o que reduz picos de consumo e melhora a eficiência energética.
Para um ar-condicionado 12.000 BTUs, funcionando 8 horas por dia:
1. Modelo Convencional: Consumo médio de 20-25 kWh/dia.
2. Modelo Inverter: Consumo médio de 10-15 kWh/dia (dependendo do uso).
Logo, o sistema pode resultar em uma economia de até 60% na conta ao longo do ano. Por isso, o consumidor de fazer uma escolha a longo prazo.
Veja algumas dicas para escolher o ar-condicionado correto:
a) Escolha a capacidade adequada;
b) Prefira aos modelos inverter;
c) Verifique o Selo Procel e a Classificação Energética (IDRS);
d) Escola Gás Refrigerante Ecológico;
e) Faça a instalação de forma correta, sempre com empresas credenciadas;
f) Mantenha as manutenções preventivas em dia.