Conheça a maior unidade de captura de carbono

Conheça a maior unidade de captura de carbono

A maior unidade industrial de captura de carbono da Europa iniciou as operações na fábrica de amônia e fertilizantes Yara Sluiskil, nos Países Baixos.

O projeto é um marco por estabelecer a primeira cadeia transnacional completa de captura. Ou seja, transporte e armazenamento permanente de CO₂ (CCS) no continente, unindo esforços e infraestrutura entre a Holanda e a Noruega.

Na prática, a instalação retira e liquefaz até 800 mil toneladas de CO₂ por ano geradas diretamente pela produção de amônia. Após essa etapa inicial, navios da empresa Northern Lights transportam o gás liquefeito até a costa norueguesa de Øygarden.

Técnica injeta carbono nas profundidades

Chegando lá, o projeto injeta e armazena o carbono de forma definitiva a 2.600 metros de profundidade no leito marinho, com a meta robusta de isolar 12 milhões de toneladas do gás ao longo dos próximos 15 anos.

A iniciativa garante a competitividade da indústria europeia ao evitar a incidência de altos tributos sobre emissões. O processo viabiliza o desenvolvimento de cadeias industriais mais limpas, impulsionando a fabricação de fertilizantes sustentáveis para a agricultura, amônia verde para a indústria e novos combustíveis de baixo carbono para o setor de transporte marítimo.

Como funciona a captura de carbono?

A captura de carbono (ou CCS – Carbon Capture and Storage) é um processo tecnológico que retira o dióxido de carbono (CO₂) antes ou depois de as fontes geradoras o emitirem para a atmosfera, ajudando a frear o aquecimento global.

A etapa de captura de carbono, considerada a mais complexa do processo, pode ser realizada de três formas principais. O método mais comum é a captura na fonte, feita diretamente nas chaminés de indústrias e usinas de cimento, aço ou carvão. Nesse sistema, a fumaça gerada pela queima de combustíveis passa por solventes químicos que funcionam como filtros, retendo apenas as moléculas de CO₂ e permitindo que o restante do ar saia limpo.

Outra tecnologia, por exemplo, é a captura direta do ar (DAC), que atua como um gigantesco aspirador de pó ao ar livre. Nesse modelo, grandes ventiladores puxam o ar atmosférico e o fazem passar por filtros químicos líquidos ou sólidos. Esses materiais reagem com o CO₂ que já está disperso no ambiente, prendendo o gás.

Por fim, existe a captura natural, a forma mais antiga e biológica de retenção. Ela acontece por meio do plantio de florestas, da conservação do solo e do cultivo de algas. Durante a fotossíntese, as plantas absorvem naturalmente o CO₂ do ar e o utilizam para crescer, armazenando o carbono de forma segura em seus troncos, raízes e no próprio solo.

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