A Resolução Normativa ANEEL nº 1.161/2026, que regulamenta os Sistemas de Armazenamento de Energia (SAEs), e a inclusão de baterias entre os itens financiáveis pelo novo Plano Safra devem ampliar o mercado brasileiro de armazenamento de energia. A avaliação é da TTS Energia, que projeta expandir sua carteira de projetos nos setores corporativo e agropecuário.
Regulamentação reduz barreira para investimentos
A resolução da ANEEL define regras de conexão, operação e inserção de sistemas de baterias no setor elétrico, o que aumenta a previsibilidade para investidores e consumidores. Segundo Jaques Hulshof, CEO da TTS Energia, a medida tem efeito comparável ao da regulamentação da geração distribuída, que impulsionou um mercado hoje avaliado em bilhões de reais.
Agronegócio ganha nova linha de financiamento
O Plano Safra passou a permitir que produtores rurais financiem sistemas de armazenamento por linhas de crédito rural. Para Hulshof, isso deve acelerar a modernização energética de propriedades que já usam energia solar ou enfrentam instabilidade no fornecimento. “As baterias deixaram de ser um complemento da energia solar e passaram a ser um ativo estratégico, capaz de garantir continuidade operacional e aumentar a eficiência econômica da propriedade”, afirma.
Aplicações da tecnologia
A TTS Energia desenvolve projetos de armazenamento voltados a:
- Redução de demanda contratada
- Deslocamento de consumo para horários de tarifa menor (peak shaving e load shifting)
- Melhoria da qualidade de energia
- Aumento da confiabilidade operacional
- Integração com sistemas de geração solar
Expectativa de crescimento
A empresa prevê aumento na demanda por parte de indústrias, centros logísticos, supermercados e propriedades rurais que buscam reduzir custos com eletricidade e ampliar o aproveitamento da energia solar. Hulshof destaca que o agronegócio deve se tornar um dos segmentos de maior crescimento para armazenamento nos próximos anos, impulsionado pela geração distribuída, pela eletrificação de operações rurais e pelas novas linhas de financiamento.
Segundo o executivo, o setor elétrico brasileiro enfrenta desafios como o crescimento de fontes renováveis intermitentes, a necessidade de maior flexibilidade operacional da rede e a redução de perdas por curtailment — cenário em que o armazenamento deve ganhar papel mais relevante.




