Os preços da gasolina, do etanol e do diesel S-10 começaram julho em queda na média nacional, com destaque para o diesel, que registrou a maior redução entre os combustíveis analisados. Segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o etanol alcançou, na segunda semana do mês, o menor valor desde dezembro de 2024, ampliando sua vantagem para os proprietários de veículos flex.
Na média nacional, a gasolina comum caiu de R$ 6,73 por litro, na última semana de junho, para R$ 6,70 na segunda semana de julho, uma redução de R$ 0,03, ou 0,42%. O etanol hidratado recuou de R$ 4,21 para R$ 4,17 por litro, queda de R$ 0,04 (0,95%), atingindo o menor preço da série histórica desde o início de dezembro do ano passado.
Diesel tem baixa e puxa outros combustíveis
O diesel S-10 apresentou a retração mais expressiva no período, passando de R$ 7,04 para R$ 6,95 por litro, uma redução de R$ 0,09 (1,35%). Nas capitais, no entanto, a queda foi mais moderada, com recuo médio de R$ 0,05 por litro, o que indica que parte do alívio observado no país ainda não chegou integralmente aos grandes centros urbanos.
Apesar das recentes reduções, gasolina e diesel continuam sendo vendidos acima dos níveis registrados antes da alta das tensões geopolíticas internacionais, que pressionaram as cotações do petróleo nos últimos meses. O cenário sugere uma acomodação gradual dos preços, embora eles ainda não tenham retornado aos patamares anteriores ao conflito.
Diferentes reduções por regiões
A queda do etanol não ocorreu de forma homogênea entre os estados. Os maiores recuos foram registrados no Rio Grande do Norte, onde o litro ficou R$ 0,21 mais barato, seguido por Ceará (-R$ 0,10), Pará e Pernambuco (-R$ 0,08 cada) e Espírito Santo (-R$ 0,07). Em São Paulo, principal mercado consumidor do biocombustível, a redução foi de R$ 0,05 por litro. Na contramão, Amazonas, Distrito Federal e Maranhão registraram aumentos de R$ 0,24, R$ 0,08 e R$ 0,04, respectivamente.
Com esse movimento, o Indicador Flex nacional permaneceu favorável ao etanol e ampliou sua vantagem frente à gasolina. A relação entre os combustíveis caiu de 66,2% para 65,9%, recuo de 0,3 ponto percentual. Como o índice segue abaixo do patamar de 70%, considerado a referência para veículos flex, o etanol continua sendo a opção mais econômica para abastecimento na média nacional.
Veja em que lugar é mais vantajoso
Estados como Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Distrito Federal reforçaram a competitividade do biocombustível em relação à gasolina, oferecendo uma das melhores combinações entre preço e rendimento para os motoristas.
A combinação de combustíveis mais baratos e da maior competitividade do etanol traz alívio ao consumidor neste início de julho, embora o mercado siga sensível às oscilações internacionais do petróleo e ao ritmo de repasse dos custos às bombas.
