A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) concluiu a migração de 4.827 consumidores para o mercado livre de energia no primeiro trimestre de 2026. Do total, mais de 70% entraram no segmento por meio do novo modelo simplificado de gestão do varejo, criado para agilizar e permitir a automação das trocas de informações entre comercializadoras, distribuidoras e a própria organização.
No ambiente livre, os consumidores podem escolher de quem comprar sua eletricidade, negociando diretamente condições como preço, prazo e o tipo de fonte que desejam adquirir. Já são mais de 90 mil empresas e pessoas físicas no Brasil que podem exercer esse direito à liberdade, que abre espaço para uma gestão mais eficiente de custos e reforça estratégias de sustentabilidade.
O modelo simplificado utiliza tecnologias de APIs (Interface de Programação de Aplicações) para tornar o acesso ao mercado livre cada vez mais rápido e fácil. Implementado oficialmente em julho de 2025, permite a substituição de operações manuais por uma conexão direta máquina a máquina, ampliando também a capacidade da Câmara de Comercialização de absorver o rápido crescimento do ambiente, garantindo eficiência, confiabilidade e escalabilidade nos serviços e soluções.
Após a rápida expansão das migrações ao mercado livre em 2024 e 2025, os dois primeiros anos da abertura do segmento para toda a alta tensão, o ritmo de crescimento passa por um período de acomodação. O volume de novos entrantes segue em patamares elevados na comparação com a média observada até 2023, mas em uma cadência mais equilibrada.
Setores de serviços e comércio lideram as migrações em 2026
Segundo dados da CCEE, que acompanha 15 ramos de atividade econômica, os setores de serviços e comércio lideraram as adesões ao mercado livre neste primeiro trimestre. Na sequência, destaque para saneamento e alimentos. Os números mostram a expansão do ambiente dos pequenos e médios lojistas aos estabelecimentos maiores, como supermercados, hospitais, farmácias e hotéis.
Eixo Sul/Sudeste em destaque
São Paulo registrou 1.311 novas migrações para o mercado livre entre janeiro e março. Logo em seguida, Minas Gerais (387), Rio Grande do Sul (386), Santa Catarina (370) e Paraná (351) figuram no topo do ranking e consolidam o eixo Sul/Sudeste como um dos principais para o crescimento do mercado. Destaque também para a Bahia, principal estado do Nordeste, com a marca de 340 novos consumidores que entraram para o segmento.
Portanto, com o avanço das migrações reforça a consolidação do mercado livre de energia no Brasil, impulsionado pela digitalização dos processos e pela busca crescente de consumidores por maior competitividade e previsibilidade nos custos energéticos. Com a ampliação do acesso e a modernização operacional promovida pelo modelo varejista simplificado, a expectativa é de que o segmento continue expandindo sua participação nos próximos anos, especialmente entre empresas de pequeno e médio porte.




