O Grupo Equatorial fez uma mobilização nacional contra o furto de cabos e equipamentos elétricos. A ação ocorreu simultaneamente no Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul. O resultado foi a apreensão de 1.320 kg de materiais e prisão de seis pessoas.
Foram vistoriados 101 pontos em 22 cidades, em uma ofensiva coordenada com polícias Civil e Militar, além de guardas municipais. O foco é desarticular a cadeia ilegal de cobre e reduzir interrupções no fornecimento.
Furtos de cabos impactam energia e custos do setor
Dados de 2025 mostram a escala do problema: 159 prisões, recuperação de cabos de cobre e alumínio, cerca de 20 transformadores e 184 postes. O Rio Grande do Sul liderou em valor recuperado (R$ 930,8 mil), enquanto Goiás registrou o maior volume de cabos apreendidos (36,6 toneladas).
Estados como Piauí e Pará também tiveram volumes relevantes, com 4,4 toneladas e 6,4 toneladas recuperadas, respectivamente. Já Maranhão e Alagoas somaram quase 4 toneladas. No Amapá, houve apreensão de materiais diversos, mesmo sem recuperação de cabos.
Operação que mira esquema do cobre apreendeu R$ 500 mil
Em fevereiro, de 2026, A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais e Tocantins na mais recente fase da Operação Caminhos do Cobre. A ação resultou na apreensão de mais de R$ 500 mil e tem como alvo uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 418 milhões em cinco anos com furtos de cabos e materiais metálicos.
Segundo as investigações, o grupo usava caminhões para retirar cabos subterrâneos durante a madrugada, com apoio de batedores em motocicletas, e depois fragmentava o material para venda a ferros-velhos e empresas ligadas ao esquema. Para ocultar a origem ilícita, emitia notas fiscais falsas e distribuía os recursos em diversas contas. Um dos investigados teria movimentado sozinho R$ 97 milhões.
O caso evidencia a cadeia estruturada do cobre roubado no Brasil: após o furto, o material é rapidamente processado, inserido em mercados informais e, muitas vezes, fundido por recicladoras, tornando-se praticamente impossível de rastrear. O alto valor e a liquidez do metal sustentam um ciclo que impacta diretamente a infraestrutura urbana, com interrupções de serviços e prejuízos milionários.
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