Há mais de um século, a eletricidade depende de cabos, tomadas e conexões físicas. Esse modelo, consolidado ao longo do tempo, começa agora a ser questionado. Afinal, pesquisas avançam na transmissão de eletricidade sem fios.
Pesquisadores na Finlândia estão testando um sistema inovador de transmissão de energia sem fio, capaz de enviar eletricidade pelo ar por meio de campos eletromagnéticos controlados com precisão. Em vez de fios de cobre, a energia se propaga em forma de ondas e é convertida novamente em eletricidade utilizável no ponto de recepção — de maneira segura e eficiente.
Essa tecnologia pode abrir caminho para possibilidades relevantes:
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Dispositivos sendo carregados sem o uso de tomadas
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Implantes médicos alimentados sem baterias
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Distribuição de energia mais segura e limpa em fábricas, hospitais e regiões remotas
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Redução do lixo eletrônico e aumento da vida útil dos dispositivos
Embora a adoção em larga escala ainda esteja em desenvolvimento, a inovação representa um passo importante rumo a um futuro energético mais flexível e sustentável.
Como funciona a eletricidade sem fios?
A transmissão de eletricidade pelo ar, sem o uso de cabos, também está em campo nos Estados Unidos e na Ásia. Estudos indicam que a tecnologia já é viável para aplicações específicas, embora ainda esteja longe de substituir as redes.
No caso do da Finlândia, pesquisadores testam sistemas baseados em campos eletromagnéticos controlados, capazes de transmitir energia sem fios e reconvertê-la em eletricidade utilizável no ponto de recepção. O foco está em dispositivos de baixa potência, sensores industriais e aplicações médicas.
Transmissão de energia sem fio
Nos Estados Unidos, a DARPA demonstrou a transmissão de energia por longas distâncias usando feixes ópticos, enquanto universidades desenvolvem sistemas capazes de alimentar múltiplos dispositivos em ambientes fechados. Na Coreia do Sul e em Israel, pesquisas e startups avançam em soluções baseadas em acoplamento magnético e radiofrequência.
Especialistas destacam que desafios técnicos e regulatórios ainda limitam a adoção em larga escala. Mesmo assim, a tecnologia desponta como alternativa promissora para reduzir o uso de baterias, ampliar a vida útil de dispositivos eletrônicos e viabilizar novas aplicações em saúde, indústria e cidades inteligentes.




