Sistema de visão 3D ajuda evitar falhas na linha de transmissão

Sistema de Gestão de Vegetação

Os sistemas de linhas de transmissão estão ganhando apoios tecnológicos nas inspeções. São radares, drones, helicópteros e até mesmo automóveis com sensores acoplados.

O Sistema de Gestão de Vegetação (SGV), usado pela AXIA Energia, teve o início como projeto-piloto em 2024 e começa a atuar agora. O recurso combina diversas tecnologias. Entre elas: Inteligência Artificial, sensores LiDAR (Light Detection and Ranging), drones e imagens de satélite. Tudo contribui para geração de “nuvens de pontos em 3D”, que mede, com precisão, a distância entre a vegetação e os cabos.

Visão 3D a serviço do homem

A iniciativa visa reduzir custos e riscos de desligamentos, bem como garantir maior segurança e confiabilidade ao sistema. Vale dizer que interferências da vegetação são uma das maiores causas de interrupção das linhas de transmissão.

A iniciativa torna possível, por exemplo, apontar a localização precisa de pontos críticos de aproximação da vegetação dos cabos energizados. Ou seja, permitindo atuação imediata para monitorar e mitigar os riscos de desligamento.

“Os resultados da primeira fase do Sistema de Gestão de Vegetação mostram ganhos concretos em eficiência operacional e prevenção de desligamentos. Em 2025, o monitoramento de 1.000 quilômetros de linhas evitou custos estimados em cerca de R$ 5 milhões” afirma Antônio Varejão, Vice-presidente de Operações e Segurança da AXIA Energia.

Sistema de Gestão de Vegetação (SGV) monitora área verde nas linhas de transmissão

O modelo usa IA no processamento dos dados coletados e na análise das informações para identificar riscos e gerar informações úteis para a poda ou remoção da vegetação. Com isso, a companhia pode realizar uma manutenção preventiva, evitando interrupções no fornecimento de energia causadas por interferência da vegetação.

O Sistema prosseguirá em evolução em 2026, com perspectiva de integração com o Sistema de Monitoramento de Queimadas, que faz parte do centro de monitoramento do clima da empresa, o ATMOS. Ainda que desenvolvidos separadamente, a atuação conjunta dos dois sistemas maximizará a capacidade de gestão de ativos e de riscos.

A previsão é que no próximo ano mais de 5.000 quilômetros de linhas de transmissão passarão a ser monitoradas através do Sistema de Gestão de Vegetação.

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