Goiás terá ônibus articulados movidos a biometano

A iniciativa inclui a implantação de uma usina dedicada à produção de biometano e a entrada em operação do primeiro gasoduto do estado.

A mobilidade urbana de Goiânia, capital de Goiás, passa a operar com os primeiros ônibus articulados movidos a biometano no Brasil. A iniciativa inclui a implantação de uma usina dedicada à produção de biometano e a entrada em operação do primeiro gasoduto do estado.

O movimento faz parte da Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), programa com investimentos acima de R$ 2,5 bilhões e que incorpora soluções de eletrificação, combustíveis de baixo carbono e requalificação de infraestrutura.

Os novos ônibus foram desenvolvidos em uma configuração dedicada para operação urbana de alta demanda. O modelo utiliza chassi articulado 6×2 com motorização a gás natural compatível com biometano, potência de 340 cv. A arquitetura inclui transmissão automática, suspensão pneumática integral e sistema eletrônico de frenagem (EBS).

Cilindros nas alturas

Um dos principais avanços está no sistema de armazenamento de combustível. Os veículos utilizam cilindros do tipo 4, instalados no teto, com capacidade total de 1.645 litros. Essa tecnologia, baseada em materiais compósitos, permite redução de peso estrutural, maior densidade de armazenamento e elevado padrão de segurança operacional. Como resultado, a autonomia operacional supera 400 quilômetros, mantendo desempenho equivalente ao de veículos a diesel em ciclos urbanos.

A cadeia de suprimento energético é um elemento central do projeto. A produção local de biometano, associada à infraestrutura de distribuição dedicada, viabiliza a substituição direta de combustíveis fósseis por uma fonte renovável derivada do aproveitamento de resíduos orgânicos. Esse modelo reduz a intensidade de carbono do transporte coletivo e cria um ciclo energético fechado, com ganhos em eficiência sistêmica e previsibilidade de abastecimento.

Integração com o sistema de abastecimento

A integração entre infraestrutura energética, renovação de frota e modernização operacional posiciona o sistema de transporte de Goiânia como um caso relevante na aplicação de soluções multimodais de baixa emissão. Nesse contexto, a combinação entre eletrificação e biometano configura uma abordagem pragmática para a transição energética no transporte público, especialmente em cenários que exigem alta disponibilidade, escalabilidade e viabilidade econômica.

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