Brasil e mais 16 assinam carta por transição energética justa

O Brasil e outros 16 chefes de Estado assinaram uma carta conjunta em defesa de uma transição energética justa e equitativa. O documento reforça a urgência de acelerar a produção e o consumo de energias limpas, em linha com os compromissos firmados na COP28.

A declaração foi divulgada em Nova York, durante a abertura da Assembleia Geral da ONU e a New York Climate Week, e também serve como preparação para as discussões da COP30, que acontecerá em novembro, em Belém (PA).

Por uma transição energética mais justa

O texto destaca que, embora os investimentos globais em energia limpa já superem os destinados a combustíveis fósseis, persistem desigualdades regionais — como o baixo financiamento em países da África e da Ásia.

Entre as iniciativas anunciadas está a criação do Fórum Global de Transições Energéticas, espaço de cooperação entre governos, bancos, empresas e instituições internacionais. O objetivo é ampliar investimentos, reduzir riscos e apoiar os países em desenvolvimento.

A meta coletiva é instalar 11 terawatts de capacidade renovável até 2030, além de triplicar a geração limpa e dobrar a eficiência energética.

O que diz a transição energética mais justa

O documento também defende reformas na arquitetura financeira global, condição essencial para viabilizar os investimentos e transformar compromissos climáticos em ações concretas.

Para os signatários, esta década será decisiva para definir se o mundo conseguirá avançar rumo a um futuro mais sustentável, justo e próspero.

Assinam o acordo:

Austrália, Bangladesh, Barbados, Brasil, Canadá, República Democrática do Congo, Comissão Europeia, Granada, Haiti, Jamaica, Quênia, Noruega, Sta. Lúcia, São Vicente e Granadinas, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Uruguai

Agência Internacional de Energia e da Agência Internacional de Energia Renovável também assinaram.

[Com agência Brasil]

compartilhe:

Twitter
LinkedIn
WhatsApp